FESTA CRIOLA

Lisboa Criola está em festa. De 2 a 5 de Novembro entra numa viagem pela música, literatura, gastronomia, dança e arte criola.

Durante 4 dias, Lisboa é crioula. Um convite para viver e sentir a efervescência multicultural pela mão de vários artistas e celebrar a crioulidade em várias zonas da cidade. 

Festa Criola termina com uma grande festa de encerramento na Praça Beato, com animação para toda a família. 
Vê o programa e faz o teu próprio roteiro.

Cartaz de Gastronomia



Mana Minga na Tasca Baldracca
Ginguba, Moamba de Galinha, Espetada com Moqueca e Leite Creme de Paçoca

Vissolela Marques, a cozinheira angolana do projeto Mana Minga, estará na cozinha da Tasca Baldracca a cozinhar Moamba de Galinha. Para snack inicial haverá para todos Ginguba, o nome mais comum para amendoim em países africanos como Angola, Moçambique e República Democrática do Congo. A Tasca Baldracca é o restaurante de Pedro Monteiro, e na cozinha estão Bruno Gama e Octávio Delmonte, todos de Mina Gerais, no Brasil. A juntar a este menu criolo, a equipa da Baldracca fará Espetada de Camarão com Molho de Moqueca – um estufado de peixe afrobrasileiro, que na Baía leva leite de coco e azeite de dendê – e uma sobremesa, o viciante Leite Creme de Paçoca. A Paçoca pode ser doce ou salgada, sendo a versão doce a mais típica e comum no Brasil, à base de amendoim e açúcar. O seu nome deriva de um termo indígena, “pasoka”, que significa “esmigalhar”.


Margo Gabriel n'O Velho Eurico
Soup Joumou e Kremas

Margo nasceu em Miami e cresceu em Boston, mas a sua família é do Haiti. Autora do livro The Expat Kitchen, escreve para várias publicações internacionais, nomeadamente Edible Boston e Cuisine Noir. Nos tempos livros, desenvolve receitas e organiza jantares em que introduz os sabores e histórias do Haiti. Neste dia, Margo estará na cozinha d ‘ O Velho Eurico, um dos mais concorridos restaurantes de cozinha portuguesa a preparar um prato emblemático da cozinha haitiana, a Soup Joumou, também conhecida como Sopa da Vitória, um prato nacional comido no dia 1 de janeiro, como celebração da independência de 1804. Para terminar a refeição, Margo traz a Kremas, uma bebida preparada à base de rum, com leite de coco e lima.


Potzalia na Fábrica Braço de Prata
Tacos Carnitas, Pollo en Salsa e Pasta Achiote

Sandra Ruiz, conhecida pelo seu talento a confecionar Pozole, uma sopa mexicana de milho e malaguetas, ganhou a alcunha Potzalia, a Deusa do Pozole. Abriu este pequeno espaço de comida mexicana em Entrecampos, dentro de um centro comercial, onde cozinha com autenticidade os sabores do México. Traz até à Fábrica Braço de Prato três tacos: Carnitas (Porco), Pollo em Salsa (Frango) e um Taco Vegan (Pasta Achiote de Curgete, Feijão, Cebola e outros vegetais). Para sobremesa, Sandra Ruiz traz ainda um Bolo de Tres Leches, uma sobremesa muito popular em vários países da América Latina.


Luso Nusantara na Praça Beato
Epok Epok

A presença dos portugueses na Malásia, durante o domínio da cidade de Malacca entre 1511 e 1641, imprimiu fortes influências na gastronomia da península, sobretudo pelas relações matriomonias forçadas entre portugueses e mulheres malaias. Sophian, singapurense e criador dos pop up Southeast Asian Supperclub e Ricardo Gaspar, português com ascendência goesa e mentor dos Mercado Tours, uniram-se para desenvolver o Luso Nusantara, uma viagem pelos sabores da cozinha malaia com influência portuguesa. No dia 5 de Novembro irão preparar Epok Epok, um pastel frito influenciado pelo Pastel de Massa Tenra português, mas com recheio de sardinha ou de batata.


By Milocas no Bistrô Crioulo
Menu do Milho (15€):
Sopa de Rolon + Totoco de Frango + Mousse de Camoca + café + 1 taça de vinho Ponche e grogue (à parte) - 2€


A Milocas, cozinheira de mão cheia, tem neste restaurante do Centro Cultural de Cabo Verde a montra perfeita para a riqueza da gastronomia cabo-verdiana, e de mais sabores africanos. Na sexta-feira, o menu criolo irá fazer uma viagem pelas diferentes formas de processamento do milho no arquipélago, um produto essencial. Sopa de Rolon, um prato típico de Santiago, feita com milho e, normalmente, atum ou outro peixe. No prato principal, Milocas fará Totoco de Frango, uma massa confecionada também com milho e, para sobremesa, a Mousse de Camoca, sendo a camoca uma farinha de milho tostado com aromas caramelizados. Para finalizar, o ponche de mel ou de coco caseiro, ou o sempre seguro grogue.


Chefs are overrated na Fábrica da Musa
Alloo Porotta e Chutney de Tomate; Byriani de Vaca; Momo Vegetariano; Pulao e Caril de Batata e Ervilha, Pork Roll, Pulao e Butter Chicken, Gulab Jamun.

A ideia surgiu em 2020, em conversa entre Pedro Abril e Pedro Monteiro, mas ainda não tinha sido posta em prática. No âmbito da Festa Criola, a Fábrica da Musa decidiu dar palco aos cozinheiros de bastidores, aqueles que estão na base do bom funcionamento de um restaurante, muitas vezes talentosos e esquecidos. Neste dia, os copeiros e cozinheiros serão as estrelas. Sunil Thakuri e Raj Gurung, são do Nepal, e Nayeem Mohamed é do Sul da Índia. No menu para este dia  estão iguarias imperdíveis: Alloo Porotta e Chutney de Tomate; Byriani de Vaca; Momo Vegetariano; Pulao e Caril de Batata e Ervilha, Pork Roll, Pulao e Butter Chicken, Gulab Jamun.


Napoleão Valente + O Gelado na Praça Beato
Gelado de MuKua - 3€
Gelado de MuKua com banana - 2.50€

Napoleão Valente, chef angolano, teve a ideia de criar um gelado de Mukua que materializasse as suas memórias de infância. A Mukua é o fruto do Imbondeiro, um produto rico em antioxidantes, cálcio, vitamina C e potássio. Durante a sua infância, Napoleão habituou-se a comer sorvete de mukua, em pequenos sacos de plástico e feitos apenas com a fruta, água e açúcar. Desafiou Vasco Valença de Sousa, engenheiro alimentar e fundador das marcas A Tarte e O Gelado, a criar um gelado deste fruto.


Mezze na Fábrica Braço de Prata
Tabouleh, Hummus, Babaganoush, Kibbeh, Kibbeh Naye, Khubz e Baklava

Há cinco anos, a Associação Pão a Pão, que se dedica à integração de refugiados do Médio Oriente, abriu o Mezze, no Mercado de Arroios, um lugar de integração e divulgação da gastronomia. Mezze é uma forma de partilha, uma seleção de pequenos pratos que reúne pessoas à volta da mesa. A equipa deste projeto estará na Fábrica Braço de Prata com um “mezze”, composto por Tabouleh, Hummum, Babaganoush, Falafel e o pão caseiro; além da famosa baklava. Nas bebidas, há sumo de tamarindo e um chá de limão seco, tradicional no Iraque.


Tia Mento no São Cristovão
Pastel de Milho e Cachupa

Uma instituição da comida africana, o restaurante São Cristovão existe há mais de 50 anos e tornou-se o projeto de vida de Maria do Livramento, cabo-verdiana também conhecida por Tia Mento. No menu, diferentes receitas africanas mostram a marca deixada por cozinheiros da diáspora de diferentes origens, de Angola a Moçambique. Neste dia, Tia Mento prepara um menu cabo-verdiano com Pastéis de Milho, Catchupa, Grogue ou Ponche.


Fogo e Alma na Praça Beato
Costelão no Varal Opção - 7.50€
Vegan: Batata doce no rescaldo, molho de ervas frescas e salada de cebola fumada com pimentos - 7.50€

O projeto Fogo e Alma surge da parceria entre a marca Sal&Cura, de Gudo Martins e Pedro Mattos, e do Talho das Manas, um talho de Torres Vedras, fruto da resiliência de quatro irmãs – Ana, Margarida, Maria Inês e Maria João. Pedro e Gudo mantêm viva a identidade das suas raízes, do Rio Grande do Sul do Brasil, através da produção de produtos fumados e salsicharia artesanal. Já o Talho das Manas, o primeiro do país a receber a certificação da Associação Portuguesa de Celíacos, é defensor do comércio local e da tradição, trabalhando apenas com criadores de animais que respeitem a qualidade, o maneio regenerativo e a economia circular. Em conjunto, criaram o Fogo e Alma, um momento de celebração do churrasco centrado no produto e na confraternização, homenageando a tradição ancestral de Fogo de Chão.


Maria Patriarca d'O Coqueiro na Praça Beato
Cachupa - 6.50€
Cachupa Vegetariana- 5.50€

Proprietária e cozinheira d’ O Coqueiro, restaurante no coração da Cova da Moura, Maria Patriarca é uma figura incontornável de um bairro único, com uma grande riqueza cultural. A cachupa da Maria Patriarca é uma das melhores de Lisboa, e o seu O Coqueiro um sítio de encontro da comunidade, cheio de Morna e Funaná. Maria Patriarca vai fazer o seu prato estandarte para o Beato, a cachupa, com feijao congo, feijao pedra, feijao catarino e milho, agrião, couve portuguesa, enchidos, carnes de vaca e de porco.


Glediston Santos na Praça Beato
Acarajé de Gambas / Acarajé de Cogumelos e Palmito e Bolo Cremoso de Milho e Coco - 5.50€
Bolo cremoso de milho com coco - 2,5€
DEUSA PICANTE:Malaguetas Biológicas em óleo - 12€
Deusa Fermentada - 7,5€

Glediston, mais conhecido por Titon, natural de Linhares, Espiríto Santo, é o chefe responsável pela cozinha do grande projeto Praça Beato, onde decorre a festa de encerramento desta semana criola. A mãe e a avó de Titon são baianas, por isso, ele fará especialidades típicas da Baía, como o acarajé de camarão, a versão vegana de cogumelos e palmito e ainda um bolo cremoso de milho e coco.


Luís Filipe na Praça Beato
Groguerinha salgada - 7€
Sabura - 7€

Natural de lisboa e descendente de familia cabo-verdiana e sao-tomense, o Luís – N-gage para os amigos – é formado em fotografia, trabalhou na área, mas foi na cozinha de uma casa de hambúrgueres que viu na hotelaria o caminho para ser feliz. O bichinho do bar nasceu num evento ligado à restauração e daí seguiu para a Diageo, onde adquiriu o know how necessário, sendo mesmo distinguido como aluno revelação. No seu currículo soma passagens pela Espumantaria do Cais, o Club Ferroviário, e o Cocktail Bar CAOS; mas acabou por regressar ao local onde tinha feito o primeiro estágio, o Pesca, do grupo Plateform, dentro do qual ainda trabalho na Sala de Corte e hoje em dia está no novo projeto Brilhante. Em 2019, venceu o concurso “Mistura Beirão”.


Comida de Santo
Mandioca frita – 3€
Vapatá – 16.50 €
Baião de 2 – 13€
Quindim – 4€

Aberto há mais de 40 anos, no Príncipe Real, o restaurante Comida de Santo nasceu da paixão de António Pinto Coelho pela cultura e gastronomia baiana. Junto com a mulher, Flor Guerreiro, e Ana Rocha, cozinheira do espaço há 37 anos, criaram no Comida de Santo um espaço que celebra as cozinhas baiana, mineira e gaúcha. Na entrada do restaurante, uma carranca afasta os maus espíritos, uma escultura usada pelos barqueiros do Rio de São Francisco, no Nordeste brasileiro, e que protege há quatro décadas este negócio. Do menu, para a Festa Criola, destacam a Mandioca Frita, o Vatapá, um prato afrobrasileiro, com peixe desfiado, camarão seco, caju e outros ingredientes.  O Baião de 2 é um arroz de feijão frade, linguiça, carne do sol, tomate e coalho, cuja receita varia nas diferentes zonas onde é consumido, no Nordeste e Norte do Brasil. Para sobremesa, o famoso quindim, uma receita que mistura a influência da doçaria conventual portuguesa, o coco tão comum no território brasileiro e um nome que se acredita ter origens africanas. Portanto, uma sobremesa criola. 


Sambo de Castro na Praça Beato
Bolo de Ginguba - 2€
Banana Enrolada - 1.50€


Teresa Castro nasceu em Angola, mas cresceu em Portugal, e tem se afirmado na área da pastelaria. Ao Beato traz duas sobremesas, ambas com sabores de memórias da família. O Bolo de Ginguba (Amendoim) é uma receita da sua avó, uma santomense que viveu mais de três décadas em Angola, um doce comemorativo passado de geração em geração, e que não pode faltar nas mesas angolanas, mas ao qual a avó deu um toque secreto de São tomé que o torna único. Teresa aprendeu a fazer a segunda sobremesa com a mãe, a Banana Enrolada, que usa banana pão e uma massa à base de aguardente, que é depois polvilhada com açúcar e canela em pó.
CARMT do Bairro do Talude  na Praça Beato
Santxu e kabelu (Grogue e Sumo de Cana) - 1€

O Senhor Cecílio é a terceira geração de produtores de grogue artesanal da ilha de Santiago, em Cabo Verde. Emigrou para Lisboa em 1993, e vive atualmente no Bairro de Talude em Loures, onde a plantação local de cana de açúcar o permite continuar a tradição cabo-verdiana de destilar o grogue. Para Cecílio, o seu trabalho é uma forma de preservação cultural. No Beato, o Cecílio estará a servir Grogue, mas também Santxu e Kabelu, a mistura do grogue puro com o sumo de cana de açúcar.

02-05 Novembro 2022
LISBOA